quinta-feira, 4 de setembro de 2014

CALA-TE ÓH MORTE


CALA-TE ÓH MORTE

Cala-te óh vento
.......Tira-me deste pesadelo
Que deixas-te nesta pobre alma
..........Entregue ao seu cruel destino poético
Amarfanhadas palavras no ventre amado
..........Magoa que destrói todos os gemidos de amor
Lírios brancos de dor no silêncio em cúpulas de ti
.............As vestes negras de seda soltam-se do corpo sofrido
Noites repletas do teu odor
..........Numa taça de sons compreendidos de amor
Cala-te óh vento que eu não quero
........Ouvir os gemidos da tua dor em mim.
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca.